Associação Mineira de Medicina do Tráfego

Exame toxicológico para condutores: pode preparar o bolso!

Matéria publicada pelo site AL1 no dia 02/02/2018 pelo colunista Renan Silva - arquiteto e urbanista. Mestre em Desenvolvimento Urbano pela UJI (Espanha) e Especialista em Mobilidade, Trânsito e Segurança pelo INPG Business School.

Vejamos então o que dizem algumas destas referências nacionais sobre esse tal exame:
 
Ministério da Saúde – Nota técnica 21/2013 (Fonte)
 
“[…] vincular a habilitação de motoristas à realização de exames desta natureza […] não identifica o risco imediato do motorista profissional de dirigir sob a influência de drogas e outras substâncias psicoativas, nem proporciona medidas de intervenção imediata. […] Há de se restringir a detecção de eventual uso de drogas no período médio de 6 horas, caracterizando o uso e o risco imediato do condutor na via.”
 
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) – (Fonte)
 
“[…] as análises toxicológicas para detecção tanto de drogas ilícitas, quanto de outras substâncias que alteram a performance do condutor, são utilizadas em todo o mundo em complementação a outras ações como a verificação do estado clínico do condutor, ou seja, se o condutor apresenta sinais e sintomas incompatíveis com o ato de dirigir veículo automotor. […] Maior rigor na fiscalização das leis, normas, regulamentos, resoluções e portarias vigentes que regem a circulação viária seria estratégia da qual se poderia esperar maior eficácia na redução dos sinistros viários.”
 
Sociedade Brasileira de Toxicologia (SbTOX) – (Fonte)
 
“[…] não há qualquer evidência científica que a obrigatoriedade da realização de exame toxicológico de ‘larga janela de detecção para consumo de substâncias psicoativas’ (exame toxicológico de cabelo e unhas) no momento da aquisição ou renovação da habilitação, tenha  algum impacto na redução de acidentes, o que coloca em dúvida sua eficácia.”
 
Associação Nacional de Medicina do Trabalho – Palavra do Presidente (Fonte)
 
“[…] a lei pune o condutor, ao invés de melhorar a fiscalização de trânsito e as condições de trabalho do motorista profissional, incluindo investimentos em programas eficazes para usuários de álcool e drogas. Continuarão as mudanças de turnos, que exigem sacrifícios à fisiologia do homem, e as jornadas absurdas.”
 
Resultados do 11º Congresso Brasileiro sobre Acidentes e Medicina de Tráfego – (Fonte)
 
“Reunidos em Gramado, entidades médicas e de trânsito posicionaram-se contra o exame toxicológico para motoristas profissionais. Para os especialistas, além de ser uma medida discriminatória, inconstitucional e violar a ética médica, não há evidências científicas que comprovem a eficácia para a segurança no trânsito do exame a partir de amostras de cabelo, que detecta o uso de drogas no período de até 90 dias.”
 
 
Veja a matéria completa em: al1.com.br

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