Associação Mineira de Medicina do Tráfego

Acidentes de trânsito e álcool

No trânsito, nada pode ser mais fatal do que a associação do álcool e da direção. De acordo com a ABRAMET – ASSOSSIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRÁFEGO, 28,9% das vítimas de trauma atendidas em uma sala de emergência em São Paulo apresentaram alcoolemia positiva. Já no caso de vítimas fatais, o percentual de alcoolemia positiva registrada chegou a 47%. Dirigir alcoolizado reduz a capacidade de percepção do condutor – tanto de velocidade, obstáculos, reflexos até a habilidade de controlar o veículo. Além disso, o álcool inibe as barreiras morais – ou seja, faz com que o motorista perca a autocrítica.

A certeza da impunidade e a falta da percepção real do risco faz com que muitas pessoas insistam, ainda, em conduzir seu veículo após o consumo de bebidas alcoólicas. A fiscalização é essencial para a manutenção e ampliação do sucesso inicial observado. Os policiais devem fazer do respeito às leis de trânsito o caminho para a preservação da vida. Há uma correlação nítida entre o respeito ou não à lei e a redução ou não dos acidentes com a eficiência da fiscalização.  Mas como não há como fiscalizar a todos, o principal fiscal deverá ser a consciência de cada cidadão que assumir a direção de um veículo automotor neste país. Precisamos mudar, definitivamente, o comportamento socialmente aceito e às vezes até estimulado, do uso de bebidas alcoólicas por motoristas.

Veja abaixo a reportagem exibida no programa TV Canção Nova Notícias, com a participação do Dr. Guilherme Durães Rabelo, exibida no dia 11/07/18.

 

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